ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE DIFERENTES ESQUEMAS DE FRACIONAMENTO NA RADIOTERAPIA MAMÁRIA: DO CONVENCIONAL AO ULTRA-HIPOFRACIONAMENTO

Monyse Oliveira Corse, Rafaela Ferraz de Camargo

Resumo


O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente entre mulheres no Brasil. Entre as terapias disponíveis, destaca-se a radioterapia, que utiliza radiação ionizante para destruir células tumorais. As doses podem variar de 1,8 a 5,2 Gy/dia, distribuídas em fracionamento convencional, moderado ou ultra-hipofracionado. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi comparar os diferentes esquemas de fracionamento empregados na radioterapia mamária por meio de uma revisão de literatura. Historicamente, o tratamento seguia o fracionamento convencional, com 50–50,4 Gy em 25–28 frações. Com avanços radiobiológicos e estudos clínicos, consolidou-se o hipofracionamento moderado, que utiliza 40 Gy em 15 frações e demonstra eficácia equivalente ao convencional. O ultra-hipofracionamento, que utiliza doses superiores a 5 Gy/fração em cinco aplicações, também apresenta resultados comparáveis, porém exige maior precisão na definição e entrega da dose. Sua indicação é reservada a pacientes selecionados, geralmente com idade ? 50 anos, sem reconstrução mamária e sem necessidade de irradiação nodal. A adoção dos esquemas hipofracionados contribui para diminuir filas de espera e otimizar recursos, mantendo segurança e efetividade similares ao fracionamento convencional, desde que associada a tecnologias como a radioterapia conformacional tridimensional e a radioterapia guiada por imagem, garantindo maior precisão no posicionamento e na entrega do tratamento.

 Palavras-chave: câncer de mama, fracionamento convencional, hipofracionamento moderado, radioterapia, ultra-hipofracionamento.

 

A COMPARATIVE ANALYSIS OF BREAST RADIOTHERAPY FRACTIONATION SCHEMES: FROM CONVENTIONAL TO ULTRA-HYPOFRACTIONATION

                                              ABSTRACT

Breast cancer is the second most common cancer among women in Brazil. Among the available treatment modalities, radiotherapy plays an important role and uses ionizing radiation to destroy tumor cells. Frectionation regimens vary in total dose and dose per fraction, including conventional, moderate hypofractionated, and ultra-hypofractionated schedules. Therefore, the objective of this study was to compare the different fractionation schemes used in breast radiotherapy through a literature review. Historically, breast radiotherapy was commonly delivered using conventional fractionation, typically with 50–50.4 Gy in 25–28 fractions. With advances on radiobiology and clinical reseach, moderate hypofractionation, commonly using 40 Gy in 15 fractions has become established and has demonstrated comparable efficacy to conventional fractionation. Ultra-hypofractionation, which delivers more than 5 Gy per fraction in five fractions, also has demonstrated comparable results, while requiring careful dose definition and treatment delivery. Its use may be appropriate for selected patients, depending on clinical characteristics, breast reconstruction status, and the need for regional nodal irradiation. The adoption of hypofractionated regimens can reduce treatment time, optimize health care resources, and maintain safety and effectiveness comparable to conventional fractionation. Advanced techniques, such as three-dimensional conformal radiotherapy and image-guided radiotherapy, can further improve positioning accuracy and treatment delivery.

 Keywords: Breast cancer, conventional fractionation, moderate hypofractionation, radiotherapy, ultra-hypofractionation.


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